Aqui está o segundo capítulo dessa triste história.
Bom, observei meu arquivo de postagens e percebi que desde fevereiro eu não posto mais de um post num mesmo mês. O primeiro fim de semana para break que foi há dois meses atrás, encontra-se a dois posts abaixo deste. Isso apenas confere uma coisa pela qual me desculpo desde o início: minha falta de tempo. Até tentei escrever algumas coisas antes, mas estava cansada demais para terminar. Não quero postar qualquer merda. Porém, essas coisas acabaram – pelo menos por enquanto: estou de férias. Eu prometeria preparar um texto legal todos os dias, mas... um novo obstáculo surgiu: estou sem internet na minha casa.
Não posso começar a falar do meu segundo fim de semana para break sem falar da (conturbada) semana de provas primeiro. Para começar, ela começou mal. Imaginei aquele dia como se fosse o primeiro ano. Eu teria cagado para o livro de física e me debulhado em lágrimas depois. Mas dessa vez eu juro que estudei (apenas dois dias, mas estudei) e depois caguei para o resultado. Quanto ao resto da semana de provas, correu tudo relativamente bem, embora ela tivesse sido espremida em apenas quatro dias. De qualquer forma, eu estava ansiosa pelo fim de semana. Vocês sabem do que estou falando.
A prova de química veio rasgando. Eu estava preparadíssima, diga-se de passagem, embora estivesse estudado apenas algumas horas antes da prova. A falta de tempo deixou todo mundo nervoso e, quando saímos da prova, excedendo dez minutos do tempo, ninguém ainda tinha se dado conta. Estávamos de férias. Quinze dias sem entrega de trabalho, sem estudo (a não ser alguns loucos por vestibular. Ok, ok, eu vou dar uma lidinha na minha revista de história durante as férias também). Era um descanso que merecíamos, que estava previsto na lei (sabiam disto?).
Ok, eu não saí na quinta-feira. Fui direto pra casa. Afinal, o meu amor ainda estava fazendo prova e nenhum dos meus amigos estava muito disposto a sair. Restou-me ir para casa e quebrar o ritual do primeiro break weekend. E aquele panda desgraçado ainda saiu à noite com os amigos... tudo bem. O melhor ainda estava por vir.
Naquela noite o dedão do meu lindo pé de princesa estava doendo pra caramba. Eu estava com uma unha encravada e justamente naquele dia eu tinha usado tênis (estava chovendo). Peguei meu kit de manicure e comecei a consertar a unha, que já estava ficando meio roxa. O detalhe é que o outro dedão estava feio porque um pedaço da unha tinha caído... tudo culpa daquele tênis maldito. Lembro-me bem que minha mãe sempre me disse pra eu não mexer na minha unha que eu poderia acabar me machucando... bem, um conselho de mãe nunca foi tão certeiro.
Em suma, passei a noite inteira chorando de dor. Meu pé estava muito inchado se comparado ao outro, e eu podia senti-lo quente quando encostava um no outro. Mamãe passou parte da noite acordada comigo, esquentando água com sal pra eu pôr o pé. Ardeu que nem fogo. Tomei um remédio, tentei tirar o que estava incomodando com o palito. Aos poucos, fui melhorando. Pelo menos consegui dormir. No dia seguinte, ainda sentia uns vestígios de dor, mas me sentia curada. Eu não podia deixar aquela noite escapar.
Tentei por um tudo não planejar os mínimos detalhes. Não queria cair no mesmo erro duas vezes. Tentei não me preocupar com coisas pequenas e planejei o básico: cinema e jantar (tipo casal na rotina rs). Cheguei na casa dele e arrumamos seu quarto, montando a nova estante de livros (à noite, antes de sair, a dor no pé começou a perturbar... mas insisti). Assistimos um filme lindo (Toy Story 3, assistam, queridos), jantamos num restaurante lindo (ele sempre me leva lá, mas eu gosto, ok), comprei um presente pra ele, ele falou umas coisas lindas ao pé do ouvido... Foi tudo tão bom que eu nem me sinto incomodada ao lembrar das coisas que deram errado: meu pé inchou de novo, fazendo-me andar mancando a noite inteira, e o Panda ficou com dor de cabeça porque ficou o dia inteiro sem comer um prato de comida (ah, mais uma coisa: estava chovendo e não tínhamos guarda-chuva... rs acredita que não tinha ninguém vendendo isso na rua? Onde estão aqueles vendedores ambulantes quando mais precisamos...). Bom, parte do problema foi resolvido. Fiquei o tempo todo sentada (cinema e restaurante) e o Panda finalmente curou sua dorzinha comendo direito. O mais engraçado foi que nós chegamos em casa antes do horário decretado. Tinha uma festa junina muito legal na praça, mas eu estava mesmo precisando pôr o pé na água quente. Eu teria gostado de dar uma volta na rua e participar da festa, mas como já disse um grande sábio, tem coisas que, se melhorar, estraga. Preferi continuar aproveitando o que deu certo e dormir ouvindo o barulho da chuva lá fora. Ainda sofri mais um pouquinho com o pé doendo, mas o meu amor cuidou de mim.
Enfim, vim aqui dizer que finalmente deu certo. Acho que meu maior erro da primeira vez foi ter dado chance às coisas que deram errado estragarem a noite. Eu não desisti, e espero que vocês também não desistam de qualquer coisa que enfiarem na cabeça, ok? ♥
