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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Please don’t leave me.


Faz exatamente um ano, dez meses e três dias que descobri algo novo. Pode parecer uma data qualquer, mas todos os dias depois daquele foram incrivelmente especiais, e eu duvido que alguém seja mais feliz do que eu sou hoje. É difícil ainda definir o que é. Se eu estiver sofrendo de algum mal, eu aceito. Se alguma doença estiver me consumindo, eu aceito. Estou dedicando toda minha vida a você, meu amor, e espero que você esteja dedicando a sua a mim também. Você me mostrou que se pode ser feliz mesmo depois de ter passado por qualquer sofrimento, que podemos ser influenciados a todo momento, desde que haja alguém que precise de nós para viver.

Eis aqui uma frase que só descobri depois que te conheci (até percebi que só comecei a escrever contos de amor quando começamos a namorar; coincidência pra você?). Desde então eu quero usá-la o tempo todo me referindo a você:

“Ele sabia que o seu coração só pararia de bater quando o dela parasse também.”

Eu achava que já havia amado antes. Você me fez mudar o conceito de amor, de intimidade. O dia seguinte é tão imensamente mais maravilhoso que o anterior, que eu só tenho vontade de viver mais e mais ao seu lado. E eu continuo me surpreendendo – sempre fica mais gostoso, mesmo quando não dá pra ficar melhor.

Acho que eu não tenho muitas palavras pra definir o que eu sinto por você. Cada vez que eu tento descrevê-lo eu sinto uma fervura de sentimentos e palavras atropeladas – acaba que não sai muita coisa que preste, né? As palavras podem conter lâminas muito afiadas, mas quando se trata de um sentimento tão puro, ela são limitadas; pelo menos pra mim. Isso só pode significar uma coisa. Eu vou usar aquela frase tradicional mesmo. Eu te amo.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dois anos.

Hoje é um dia especial que quase passou despercebido – e, no fundo, eu queria que tivesse passado. Faz exatamente dois anos que aconteceu o show do My Chemical Romance aqui no Rio. Como todo mundo deve lembrar, MCR é minha banda favorita desde sei lá quando (2006), e eu não fui a esse show. Quem era calouro da minha sala do cefet naquele ano sabia bem o que eu estava passando. Foi uma época da minha vida em que chorei muito (não foi a que chorei mais; vivi dias piores), mas hoje não choro mais. Ainda no ano passado eu havia ficado deprimida, mas este ano, hoje, eu não sinto absolutamente nada. Talvez eu tenha superado; talvez eu tenha esperanças pro futuro de um jeito que nunca tive. Há dois anos eu tinha meros 14 anos e não ir ao show do MCR foi o fim do mundo pra mim. Claro que, se acontecesse hoje, do jeito que aconteceu, mesmo com a cabeça que tenho hoje – e acredite, eu tenho por mim que mudei muito de dois anos pra cá – isso ainda teria sido. Mas depois que as coisas passam a gente passa a olhá-las com menos importância, não é? Isso pra mim é a melhor coisa do mundo. Imagine se até hoje eu sofresse todos os dias por não ter ido à esse show – eu seria hoje uma pessoa infeliz. Imagine se até hoje eu temesse os assaltos (e semi-assaltos) que sofri – provavelmente não sairia mais de casa. A gente vai amadurecendo ao passo que vêm as experiências.

Eu fui a apenas um show em toda minha vida; foi o show do Simple Plan. Eu bati tanto o pé pra minha mãe me deixar ir, que ela acabou deixando (na verdade, ela só deixou porque meu pai me levaria). Era minha banda favorita na época (mas SP foi minha banda favorita por uns dois anos, até eu descobrir o MyChem). Poxa, aquele dia foi feliz. Teve uma época depois disso na qual passei a deixar de gostar do Simple Plan e achei que aquele show foi um desperdício – outro pensamento erróneo. Hoje eu acho que, se não tivesse ido, seria como no show do MCR – eu teria passado noites e noites chorando. E olha que eu tinha apenas 12 anos. Foi uma experiência incrível. Acho que todo mundo devia ir ao seu primeiro show nessa idade, rs.

Bom, depois do meu primeiro show, eu quis ir a muitos outros, né? Mas como aconteceram muitas coisas nesse decorrer, logo eu não tinha mais quem me levar; nem idade pra entrar sozinha (apesar de em alguns lugares os seguranças nem olharem pra sua cara na entrada); nem dinheiro. E acabou que eu perdi aí uns cinco shows nos quais queria ter ido. Mas foi bom pra mim. Eu sempre tive tudo na mão e achava que estava “perdendo o melhor da vida” por não ir a shows de rock. Coisa de “pré-adolescente” (uso esse termo entre aspas porque acho que ele não existe e que é apenas uma forma das crianças dizerem que não são mais criança; pra mim, ou você é criança, ou é adulto, ou está em fase de transição, que é a adolescência). Que atire a primeira pedra quem nunca pensou assim (em relação a tudo: festas, shows, beijos na boca, etc). Gente, quando eu olho pra trás eu vejo que tudo mudou, e pra (muito) melhor. Imagine se eu fosse a mesma mimadinha de antes? Eu ainda tenho a vida inteira pela frente e muitos shows pra ir. Toda vez que aparece um show legal, eu penso: não, minha mãe não vai me deixar ir e eu não tenho dinheiro – melhor deixar pra insistir quando chegar o próximo show do MyChem. Qual foi? Eu ainda tenho esperanças de ir no próximo show – MCR continua sendo minha banda favorita, e é o único show no qual eu faço questão de ir. Sensato?

Bom, eu nunca vou conseguir perdoar minha mãe totalmente por não ter me entendido. Eu entendo completamente os motivos dela, mas ela não conseguiu entender os meus. Eu era tão mimada que pra ela era apenas mais uma maluquice que eu havia inventado e que morreria se não fizesse. Ela estava errada dessa vez. Sofri mais por causa disto do que por não poder ter ido ao show. Mas passou – estou pensando mais daqui pra frente. Com certeza vai ser melhor.

Xoxo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Feeling.

Ultimamente eu tenho pensado no que a minha vida se transformou. Tenho pensado em como estou comprometida e em como todas as minhas atividades foram fruto do meu, digamos, “espírito aventureiro”. Qualquer garota da minha idade e cursando o terceiro ano tem obrigações com as suas notas no Ensino Médio e preocupações com o vestibular, mas acredito que poucas delas tenham escolhido se especializar na área em que deseja atuar já em seus humildes 14 anos e que transformem um lazer em mais uma atividade – e das pesadas. Estou falando de escrever. Não é segredo pra ninguém que escrever é o que mais amo fazer na vida e que nunca parei de escrever desde que comecei, mas pouca gente sabe que essa paixão acabou se tornando um carma na minha vida.

Sou uma pessoa tão estabanada que todas as fanfics que comecei a escrever, terminei por obrigação. E descobri que sou tão cheia de mim que me propus a ajudar escritoras a melhorar a ortografia e gramática de graça. Isso mesmo, gente, por puro prazer. Mas não preciso nem dizer que pra chegar a fazer isso muitas coisas rolaram, e a maioria não foram planejadas por mim. Cheguei a uma decisão de que minha vida é feita única e exclusivamente pra ser vivida, e não planejada. Tudo o que eu planejo, tudo mesmo, sai diferente do que eu havia planejado. E eu vou fazer o quê? Ficar me lamentando de como nada dá certo?, de como tudo me estressa? Tudo deu certo, e eu não desisti de planejar. Talvez eu seja uma tola. Talvez eu nunca aprenda.

Pra vocês verem como eu sou viciada em estresse, no final do ano passado (2009), eu decidi me inscrever num desafio de fanfics em que eu ia ter de escrever uma fanfic inteirinha sobre um tema que eu nem sabia qual seria. Exatamente: era um sorteio, onde tudo pode acontecer. Dei uma olhada nas histórias que seriam sorteadas, mas nenhuma me pareceu interessante. Deixei nas mãos de Deus. Pra quem tava acostumada a arrancar os cabelos de tanto estresse, as férias eram quase um martírio de tédio. Acabou que o sorteio demoroou pra sair, e de repente veio uma fanfic pra eu corrigir, e de repente as aulas começam, e aí meu namorado pede que eu escreva um livro pra ele. Tudo ao mesmo tempo. Processou? Eu tive de aceitar tudo direitinho, porque, afinal, eu não aceito deixar nada pendente. Nada disso foi planejado (a não ser o início das aulas né?), mas ainda assim eu mantive tudo o que prometi.

Neste momento, enquanto escrevo, estou preocupadíssima sobre como vou terminar a fanfic do sorteio a tempo. Tenho até 20 de março, mas tenho quase certeza de que vou ter que extrapolar um pouquinho esse tempo. E sabe do que mais? Estou triste porque não pude escrever uma fic pra uma menina (ela teve uma ideia e postou na comunidade Fics Request). É, podem me chamar de louca. Acho que essa é a melhor definição do que eu sou, porque isso abrange todo o resto.

Torçam por mim, galere. Não fui pro hospício ainda.