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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Feeling.

Ultimamente eu tenho pensado no que a minha vida se transformou. Tenho pensado em como estou comprometida e em como todas as minhas atividades foram fruto do meu, digamos, “espírito aventureiro”. Qualquer garota da minha idade e cursando o terceiro ano tem obrigações com as suas notas no Ensino Médio e preocupações com o vestibular, mas acredito que poucas delas tenham escolhido se especializar na área em que deseja atuar já em seus humildes 14 anos e que transformem um lazer em mais uma atividade – e das pesadas. Estou falando de escrever. Não é segredo pra ninguém que escrever é o que mais amo fazer na vida e que nunca parei de escrever desde que comecei, mas pouca gente sabe que essa paixão acabou se tornando um carma na minha vida.

Sou uma pessoa tão estabanada que todas as fanfics que comecei a escrever, terminei por obrigação. E descobri que sou tão cheia de mim que me propus a ajudar escritoras a melhorar a ortografia e gramática de graça. Isso mesmo, gente, por puro prazer. Mas não preciso nem dizer que pra chegar a fazer isso muitas coisas rolaram, e a maioria não foram planejadas por mim. Cheguei a uma decisão de que minha vida é feita única e exclusivamente pra ser vivida, e não planejada. Tudo o que eu planejo, tudo mesmo, sai diferente do que eu havia planejado. E eu vou fazer o quê? Ficar me lamentando de como nada dá certo?, de como tudo me estressa? Tudo deu certo, e eu não desisti de planejar. Talvez eu seja uma tola. Talvez eu nunca aprenda.

Pra vocês verem como eu sou viciada em estresse, no final do ano passado (2009), eu decidi me inscrever num desafio de fanfics em que eu ia ter de escrever uma fanfic inteirinha sobre um tema que eu nem sabia qual seria. Exatamente: era um sorteio, onde tudo pode acontecer. Dei uma olhada nas histórias que seriam sorteadas, mas nenhuma me pareceu interessante. Deixei nas mãos de Deus. Pra quem tava acostumada a arrancar os cabelos de tanto estresse, as férias eram quase um martírio de tédio. Acabou que o sorteio demoroou pra sair, e de repente veio uma fanfic pra eu corrigir, e de repente as aulas começam, e aí meu namorado pede que eu escreva um livro pra ele. Tudo ao mesmo tempo. Processou? Eu tive de aceitar tudo direitinho, porque, afinal, eu não aceito deixar nada pendente. Nada disso foi planejado (a não ser o início das aulas né?), mas ainda assim eu mantive tudo o que prometi.

Neste momento, enquanto escrevo, estou preocupadíssima sobre como vou terminar a fanfic do sorteio a tempo. Tenho até 20 de março, mas tenho quase certeza de que vou ter que extrapolar um pouquinho esse tempo. E sabe do que mais? Estou triste porque não pude escrever uma fic pra uma menina (ela teve uma ideia e postou na comunidade Fics Request). É, podem me chamar de louca. Acho que essa é a melhor definição do que eu sou, porque isso abrange todo o resto.

Torçam por mim, galere. Não fui pro hospício ainda.

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