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sábado, 17 de julho de 2010

Fim de semana para break - O retorno


Aqui está o segundo capítulo dessa triste história.

Bom, observei meu arquivo de postagens e percebi que desde fevereiro eu não posto mais de um post num mesmo mês. O primeiro fim de semana para break que foi há dois meses atrás, encontra-se a dois posts abaixo deste. Isso apenas confere uma coisa pela qual me desculpo desde o início: minha falta de tempo. Até tentei escrever algumas coisas antes, mas estava cansada demais para terminar. Não quero postar qualquer merda. Porém, essas coisas acabaram – pelo menos por enquanto: estou de férias. Eu prometeria preparar um texto legal todos os dias, mas... um novo obstáculo surgiu: estou sem internet na minha casa.

Não posso começar a falar do meu segundo fim de semana para break sem falar da (conturbada) semana de provas primeiro. Para começar, ela começou mal. Imaginei aquele dia como se fosse o primeiro ano. Eu teria cagado para o livro de física e me debulhado em lágrimas depois. Mas dessa vez eu juro que estudei (apenas dois dias, mas estudei) e depois caguei para o resultado. Quanto ao resto da semana de provas, correu tudo relativamente bem, embora ela tivesse sido espremida em apenas quatro dias. De qualquer forma, eu estava ansiosa pelo fim de semana. Vocês sabem do que estou falando.

A prova de química veio rasgando. Eu estava preparadíssima, diga-se de passagem, embora estivesse estudado apenas algumas horas antes da prova. A falta de tempo deixou todo mundo nervoso e, quando saímos da prova, excedendo dez minutos do tempo, ninguém ainda tinha se dado conta. Estávamos de férias. Quinze dias sem entrega de trabalho, sem estudo (a não ser alguns loucos por vestibular. Ok, ok, eu vou dar uma lidinha na minha revista de história durante as férias também). Era um descanso que merecíamos, que estava previsto na lei (sabiam disto?).

Ok, eu não saí na quinta-feira. Fui direto pra casa. Afinal, o meu amor ainda estava fazendo prova e nenhum dos meus amigos estava muito disposto a sair. Restou-me ir para casa e quebrar o ritual do primeiro break weekend. E aquele panda desgraçado ainda saiu à noite com os amigos... tudo bem. O melhor ainda estava por vir.

Naquela noite o dedão do meu lindo pé de princesa estava doendo pra caramba. Eu estava com uma unha encravada e justamente naquele dia eu tinha usado tênis (estava chovendo). Peguei meu kit de manicure e comecei a consertar a unha, que já estava ficando meio roxa. O detalhe é que o outro dedão estava feio porque um pedaço da unha tinha caído... tudo culpa daquele tênis maldito. Lembro-me bem que minha mãe sempre me disse pra eu não mexer na minha unha que eu poderia acabar me machucando... bem, um conselho de mãe nunca foi tão certeiro.

Em suma, passei a noite inteira chorando de dor. Meu pé estava muito inchado se comparado ao outro, e eu podia senti-lo quente quando encostava um no outro. Mamãe passou parte da noite acordada comigo, esquentando água com sal pra eu pôr o pé. Ardeu que nem fogo. Tomei um remédio, tentei tirar o que estava incomodando com o palito. Aos poucos, fui melhorando. Pelo menos consegui dormir. No dia seguinte, ainda sentia uns vestígios de dor, mas me sentia curada. Eu não podia deixar aquela noite escapar.

Tentei por um tudo não planejar os mínimos detalhes. Não queria cair no mesmo erro duas vezes. Tentei não me preocupar com coisas pequenas e planejei o básico: cinema e jantar (tipo casal na rotina rs). Cheguei na casa dele e arrumamos seu quarto, montando a nova estante de livros (à noite, antes de sair, a dor no pé começou a perturbar... mas insisti). Assistimos um filme lindo (Toy Story 3, assistam, queridos), jantamos num restaurante lindo (ele sempre me leva lá, mas eu gosto, ok), comprei um presente pra ele, ele falou umas coisas lindas ao pé do ouvido... Foi tudo tão bom que eu nem me sinto incomodada ao lembrar das coisas que deram errado: meu pé inchou de novo, fazendo-me andar mancando a noite inteira, e o Panda ficou com dor de cabeça porque ficou o dia inteiro sem comer um prato de comida (ah, mais uma coisa: estava chovendo e não tínhamos guarda-chuva... rs acredita que não tinha ninguém vendendo isso na rua? Onde estão aqueles vendedores ambulantes quando mais precisamos...). Bom, parte do problema foi resolvido. Fiquei o tempo todo sentada (cinema e restaurante) e o Panda finalmente curou sua dorzinha comendo direito. O mais engraçado foi que nós chegamos em casa antes do horário decretado. Tinha uma festa junina muito legal na praça, mas eu estava mesmo precisando pôr o pé na água quente. Eu teria gostado de dar uma volta na rua e participar da festa, mas como já disse um grande sábio, tem coisas que, se melhorar, estraga. Preferi continuar aproveitando o que deu certo e dormir ouvindo o barulho da chuva lá fora. Ainda sofri mais um pouquinho com o pé doendo, mas o meu amor cuidou de mim.

Enfim, vim aqui dizer que finalmente deu certo. Acho que meu maior erro da primeira vez foi ter dado chance às coisas que deram errado estragarem a noite. Eu não desisti, e espero que vocês também não desistam de qualquer coisa que enfiarem na cabeça, ok?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Respiros, suspiros, frustrações.


Percebi-me então num caminho que, talvez, teria volta. O problema era eu; sempre eu. A maior verdade que existe neste mundo é que “é muito simples fazer as coisas complicadas, mas é muito complicado fazer as coisas simples”. Orgulho-me de sobreviver à esta rotina sufocante, sem brecha, e invejo quem está numa situação mais difícil, aparecendo na minha frente, dia após dia, com os olhos bem abertos. É um título que vou exibir por alguns anos, para as pessoas mais confortáveis, que deixarão cair o queixo. Eu quero deixar este caminho? Eu quero me permitir? Eu enxergo um futuro turvo, pior do que o presente, e sinto uma agonia incinerar-me por dentro.

Eu sinceramente quero parar o tempo (ou sejá lá o que for) neste momento. Dedicar-me a algo que não esteja fora das minhas limitações, ler com prazer, devagar, vivenciar, viajar, beijar sem pressa. Eu quero uma vida nova. E das boas.

Sinto-me tão presa por não conseguir alcançar minhas próprias metas (do tipo ver todos os filmes do Star Wars, viajar pela primeira vez de avião nos próximos dois meses e pintar os cabelos quando der vontade). É uma frustração. É para isso que estudamos tanto, trabalhamos tanto? Para nunca conseguirmos dedicarmos a nós mesmos? Esforçando-nos dia após dia, implorando a Deus que não nos deixe sermos felizes?

Vejo, se me esforço, uma válvula de escape. [paro de escrever este texto por alguns minutos para dedicar-me às tão odiadas obrigações que são o tema deste] O sol fazendo um sorriso brilhar, um sorriso familiar... um sussurro grave, um abraço apertado e confortável. Por um momento esqueço-me das más previsões e concentro-me no seu calor, sua presença reconfortante, beijando meus pés, criando minha trilha cheia de esperança... criando sempre essa esperança... essa esperança que me faz ser feliz...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fim de semana para break

A partir das 17:10h da sexta-feira ficou decretado meu fim de semana para um break. Desde o início da semana eu tenho ansiado por este fim de semana. Seria o fim de semana após as provas e por isso era perfeito. Estava disposta a dar as costas para todas as minhas obrigações e me divertir o quanto pudesse. Deixaria tudo de lado e pensaria só em mim. Seria egoísta por apenas dois dias. A partir do momento em que saí da prova de História, eu esqueceria tudo. Não anotei meu gabarito porque não tinha intenção de conferir respostas com os amigos. Eu tinha por mim que fui muito bem na prova, e sinceramente gostaria de ter ido mal só pra dizer que fui mal e que não estava dando a mínima. Ia fazer tudo bem clichê mesmo, porque estou sentindo falta de um clichê na minha vida — ou não? Sentia-me ansiosa pra sair daquele colégio o quanto antes e fazer alguma coisa com a pessoa que mais me faz feliz no mundo.

Minha primeira atitude-fim-de-semana-para-break foi querer postar aqui, porque eu adiava isso por causa das minhas tarefas. Planejei tudo que fosse digno pra um fim de semana dedicado a mim. Além do mais, sentia falta de escrever no word, escolher fotos, e, o que me consome mais tempo: escolher um assunto legal para entreter-lhe. Porque você deve estar aqui por algum motivo. O assunto de hoje é o fim de semana para break. Infelizmente, não é um assunto tão legal pra você nem pra mim. O que é uma pena - eu havia planejado tanto.

Eu ia sair e chegar tarde. Ia comer fora, voltar de táxi e gastar muito dinheiro. Ia beijar e amar o quanto pudesse. Ia tomar uns goles da cerveja que meu namorado ia tomar. Ia pedir pra ir embora quando ficasse com sono e sairia do bar deitada no ombro dele, vestindo a camisa de botão dele. Íamos conversar até tarde e sair na manhã seguinte para um churrasco. Ia fazer tudo à minha maneira, e sabia que ele ia querer fazer também. Ia comer muito e engordar um pouquinho. Domingo ia fazer um programa legal no dia das mães (churrasco de novo? Por que não?). Se eu tivesse um trabalho pra entregar na segunda de manhã, eu tiraria zero. E ia socar quem questionasse isso.

Mas, como a maioria das coisas que eu planejo, deu tudo errado. E foi por isso que eu não postei aqui na sexta-feira. Atrasamo-nos para sair e eu tinha hora pra voltar. Não assistimos o filme até o final pra não nos atrasar e não comemos fora. Brigamos e eu chorei lágrimas que podiam encher um balde. Morri de vergonha quando um amigo me viu chorando no bar. Voltamos cedo e pedimos uma pizza que eu não comi. Fui dormir com dor de cabeça e acordei no dia seguinte chorando de novo. Briguei com a mamãe na véspera e no dia das mães. Cada pedacinho planejado do meu fim de semana perfeito deu errado, e ainda me angustia pensar nisso.

Um dos meus maiores defeitos é não aprender com as coisas que eu faço, o que aglutina-se com uma das minhas maiores qualidades: esperança. Minha vida é feita de esperas, pendências, planejamentos, fé. Essa ideia do fim de semana angustiou-me tanto que eu decidi fazer tudo de novo. No próximo bimestre eu vou planejar tudo igualzinho, e vou acertar alguns detalhes só pra garantir que não dê igualmente errado, porque déjà vu é meio last summer. Estou mais esperançosa desta vez e, se der certo, vou fazer isso todo fim de semana pós-semana de provas. Porque, afinal, eu preciso de uma pausa na minha vida de vez em quando, um descanso. Oba, vou descansar quatro vezes neste ano. Uau. Claro que estou exagerando, ainda tem as férias, pelas quais anseio fervorosamente. Mas nada é tão rebelde quanto a ideia do fim de semana para break, e yo soy rebelde. No próximo bimestre eu venho aqui contar como foi o meu segundo fim de semana para break, e espero vir com boas novidades. Torçam por mim. <3

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bruna.


Faz muito tempo que não sinto vontade de falar de mim. Respirei fundo, espantei o sono e o cansaço, esqueci dos trabalhos e deveres e escolhi a melhor foto pra falar da pessoa menos interessante que conheço. Durante toda a sua vida, ela tentou parecer alguém mais confiante, mais destacável. Fingiu tantas vezes não se importar que já não sabe mais com o que se importa ou não. É de sagitário com ascendente em sagitário. Por mais que queira não consegue mascarar-se de modo algum. É duplamente impulsiva e insegura. Viveu poucos anos ainda, namorou pouco, beijou pouco, mas já sofreu por amor. Vivenciou cenas que preferia nunca ter vivenciado. Desejou alguém que nunca quis ter desejado, perdoou alguém que nunca deveria ter sido perdoado. E por outro lado, culpa-se por não querer perdoar outro alguém que a magoou. Dezesseis anos é tempo de menos quando se fala de amor – amor de todas as maneiras. É tempo de menos pra nunca mais querer olhar na cara de alguém, considerar-se órfã de pai mesmo não sendo e saber que tem um irmão sem desejar conhecê-lo. Ela tenta não pensar muito nos valores que aprendeu ao pensar nessas coisas, porque não gosta muito de se arrepender. Aliás, arrependeu-se de milhares de coisas ao longo de sua vida. Tem medo da maioria das pessoas. Tem medo da maioria dos animais, exceto gatos. Ela gosta de gatos. Teria um se pudesse.

Ela morreria se estivesse condenada a não poder mais escrever nada em sua vida, e provavelmente se sai melhor escrevendo do que falando. Preciso de um parágrafo especial pra isso porque é uma coisa que tem um espaço especial na vida dela. Ela odeia ler coisas antigas que escreveu, porque sente-se envergonhada. Em geral escreve romances regados de suspense, mas acha que poderia inventar qualquer coisa. Seu namorado é a pessoa que mais lhe incentiva a escrever e esse é um dos infinitos motivos pelos quais ela o ama. Já tentou escrever uma história envolvendo pessoas famosas e o pessoal do colégio. Foi uma história incrível enquanto durou e ela sente saudades. Admite que o maior motivo por ela tê-la escrito foi que sentia-se muito isolada dos seus colegas e que queria um pouco de popularidade, o que conseguiu brevemente. Não sabe direito por que parou, mas lhe dá crises de nostalgia reler as partes que escreveu. Pensa em um dia refazê-la. Pensa em nunca parar de escrever, e quem sabe um dia publicar um livro. Não é uma ideia distante.

Ela não vê a hora de ficar maior de idade e odeia quando as pessoas lhe dizem o quanto parece mais velha. Não gosta que fofoquem sobre sua vida mas sabe que o fazem. É uma garota tão comum quanto pode ser: vive de TPM e raramente sofre de cólicas; queria mudar o cabelo todos os dias e não gosta de cortá-lo muito curto. Passa mal frequentemente desde que entrou na adolescência e fica triste a ponto de chorar quando está doente – tanto que já acharam mais de uma vez que estava grávida. Não sabe quantos litros de lágrimas derramou, mas sabe que foram muitos. Odeia chorar, mas sempre está previamente encaminhada ao pranto, em qualquer situação. Já chorou tanto que ficou com dor de cabeça. Solta lágrimas nas horas mais inconvenientes. Precisa fazer uma tatuagem e conhecer outro país antes de morrer. Não tem uma cor preferida definida, simplesmente gosta de cor.

Ela gosta que a chamem de ‘Bu’ porque nunca havia tido um apelido carinhoso que realmente pegasse. Ela pretende mesmo casar-se com seu primeiro e atual namorado, e não pretende nunca mais falar sobre seu relacionamento na frente dos seus amigos, porque eles não a apoiam incondicionalmente e têm um pouco de preconceito. Pra não sair brigando com todo mundo, ela decidiu recentemente não compartilhar nada com ninguém, e acha que isso é realmente uma pena. Está quase fazendo dois anos de namoro e nunca foi tão amada e feliz.

Acho que já disse quase tudo sobre mim, o pelo menos quase tudo que me lembro. Demorou dias pra esse texto ficar pronto e, quando olhei o word hoje, percebi que ainda não havia um final. Não estou com muita criatividade no momento e quero postar isso logo. Vou deixar assim por enquanto, minha vida ainda não acabou.