Percebi-me então num caminho que, talvez, teria volta. O problema era eu; sempre eu. A maior verdade que existe neste mundo é que “é muito simples fazer as coisas complicadas, mas é muito complicado fazer as coisas simples”. Orgulho-me de sobreviver à esta rotina sufocante, sem brecha, e invejo quem está numa situação mais difícil, aparecendo na minha frente, dia após dia, com os olhos bem abertos. É um título que vou exibir por alguns anos, para as pessoas mais confortáveis, que deixarão cair o queixo. Eu quero deixar este caminho? Eu quero me permitir? Eu enxergo um futuro turvo, pior do que o presente, e sinto uma agonia incinerar-me por dentro.
Eu sinceramente quero parar o tempo (ou sejá lá o que for) neste momento. Dedicar-me a algo que não esteja fora das minhas limitações, ler com prazer, devagar, vivenciar, viajar, beijar sem pressa. Eu quero uma vida nova. E das boas.
Sinto-me tão presa por não conseguir alcançar minhas próprias metas (do tipo ver todos os filmes do Star Wars, viajar pela primeira vez de avião nos próximos dois meses e pintar os cabelos quando der vontade). É uma frustração. É para isso que estudamos tanto, trabalhamos tanto? Para nunca conseguirmos dedicarmos a nós mesmos? Esforçando-nos dia após dia, implorando a Deus que não nos deixe sermos felizes?
Vejo, se me esforço, uma válvula de escape. [paro de escrever este texto por alguns minutos para dedicar-me às tão odiadas obrigações que são o tema deste] O sol fazendo um sorriso brilhar, um sorriso familiar... um sussurro grave, um abraço apertado e confortável. Por um momento esqueço-me das más previsões e concentro-me no seu calor, sua presença reconfortante, beijando meus pés, criando minha trilha cheia de esperança... criando sempre essa esperança... essa esperança que me faz ser feliz...

Um comentário:
Tb sinto que preciso começar de novo, ainda tenho a esperança de oncseguir. Adorei aki ;D
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