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domingo, 7 de março de 2010

BOBEAR


Oi, gente. Faz alguns dias que não posto aqui, e (in)felizmente apareceu um assunto novo pra refletir. Eu sei que meus primeiros posts não foram muito interessantes, mas eu me defendo: quando eu escrevo, penso em tantas coisas ao mesmo tempo, que as ideias não ficam bem estruturadas, saem todas embaraçadas, e o que é legal eu não consigo expressar. O mesmo acontece quando eu falo também. Acreditem, eu leio meus posts e acho todos umas babaquices, mas eu continuo tentando né, galere.

O homem na foto se chama Robert, e é mais conhecido como Bob. Sinceramente não me lembro de sua idade, mas me lembro direitinho de sua história. Ele foi convidado a entrar pro MCR em 2004 após o primeiro baterista (Matt Pelisser) ter saído por motivo nenhum. Foi bem estranho o modo como ele entrou pra banda. Ele trabalhava com o The Used e, como os integrantes do MCR são muito amigos dos integrantes do The Used, eles acabaram se conhecendo. Mas fica parecendo que eles chegaram e tipo: ‘oi, a gente tá sem baterista, tá afim?’. Quando eu conheci o MyChem, Bob já era o baterista. Então, aos meus olhos, nunca havia tido espaço pra outra pessoa antes dele. Talvez por isso que a saída de Bob do My Chemical Romance tenha me chocado tanto.

Até ontem, eu não estava dando o Bob como ex-baterista. Eu ainda o via como integrante da banda. Era como se eu estivesse vendo uma foto com a sombra de todos os integrantes. Eu conseguia ver o cabelo liso e bagunçado de Gerard, a silhueta pequena de Frank, o cabelo emaranhado de Ray, a armação dos óculos de Mikey. E a silhueta maior de todas era a do baterista, que estava ali – bem atrás dos outros, escondido, onde Bob gostava de ficar. Tímido como sempre, ele mais parecia um baterista-fantasma no início. Mas não demorou muito pra ser acolhido e amado pelos fãs. Uma prova disso é o título deste texto.

Eu não sabia direito o que sentia por Bob. Ele nunca foi muito pertinente na banda, creio eu. Provavelmente porque não tinha muito destaque – uma coisa que ele escolheu. Mas ele tinha seu valor, como todos os outros, e não era pouco não. Ainda estou tentando entender o que aconteceu com o pobre Bob, e como ele vai se virar daqui pra frente. Eu consigo ver uma cena detalhada, com Bob saindo “pela porta da frente”, com suas baquetas na mão e sua bagagem nas costas - veja como, neste contexto, ele parece triste na foto. Agora eu não estou conseguindo mais ver a silhueta de Bob entre as sombras dos outros integrantes; ela está ficando cinza e clareando cada vez mais, até desaparecer no fundo branco da foto. Custo a acreditar que ele foi embora porque quis. Será que aconteceu com ele o mesmo que aconteceu com Matt? Mas o que diabos fez Matt sair da banda?

Agora me veio à cabeça uma coisa que eu ainda não tinha pensado – como será o próximo baterista? Quem será? Sinceramente isso é uma coisa que me assusta um pouco. Bob era tão, tão diferente dos outros integrantes, que nem parecia que ele realmente se encaixava ali. Mas com o tempo aquele espaço passou a ser dele, e de mais ninguém. Tenho medo de que isso aconteça com o outro também. Assim, o Bob vai ser esquecido, como Matt – veja o pouco sentimento que tenho por Matt. O My Chemical Romance não pode ficar sem um baterista, pode? Será? São tantas possibilidades que eu estou começando a ficar com muito medo. Talvez isso não acontecesse se o MCR não estivesse mudando tanto. Talvez foi o que aconteceu com Matt e com Bob foi isto: eles não conseguiram acompanhar a metamorfose ambulante da banda, e acabaram ficando pra trás.

Eu torço para que, no futuro, eu não veja Bob do jeito que eu vejo Matt.

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